 Linha cheia na largada Sol, vento social e confraternização. Esta foi a tônica da regata Solitário, abertura da temporada 2010 da classe Velamar 22, com a participação de 10 barcos.
O vencedor, João Eduardo - La Brise, contou como foi.
Foi um prazer enorme retornar as raias
...principalmente sendo surpreendido pela Vitória...
Esperava dar trabalho nada mais que isso. Travar duelo com o Ravena, isto estávamos mais que acostumados, quem seria o ultimo ou o penúltimo? Agora colocar o Baruk para suar a camisa, isto é MasterCard, não tem preço...
Brincadeiras a parte isto serve para demonstrar que existem vários fatores para termos sucesso ou fracasso e que resultados desfavoráveis não devem de forma alguma levar a esmorecer. A superação é uma boa para classe ,para nosso próprio ego e também para dar sabor real aqueles que realmente são mais hábeis. O importante é a troca de informações, a ajuda dos competidores entre si, troca de informações, cuidados com aqueles que não estão tendo desempenho satisfatório (ver possíveis causas). Agora que Plínio esta ficando freguês de carteirinha, já é a segunda...
A regata começou com pouco vento com largada em frente ao Praia Clube, onde houve divisão clara entre a flotilha. Alguns encostaram aos Clubes tentando serem favorecidos com a maré e com preferência de bordo e outros tentando vir embalados e ganhando altura. Fiz opção de ficar no meio e na primeira oportunidade ganhar altura sobre todos e trabalhar com as velas mais folgadas (previsão de ventos fracos de sul, sudoeste). Consegui impor algum ritmo e permitiu liderar a flotilha... Quem encostou muito se deu mal mas estávamos todos perto, tudo embolado, com dificuldade de livrarmos das lages do Cerqueira.
La Brise, Ravena em segundo e Baruk em terceiro secando o Carlos para que furasse o “pneu”, e Dona Zezé em quarto um pouco afastado brigando com Marokau. A minha preocupação era com os dois, Baruk mais orçado, Ravena folgou demais o grande e perdeu velocidade e eu no La Brise com orça mas folgada.
O vento refrescou e me distanciei dos dois, sendo que Plínio superou Carlos antes da bóia do Maria Teresa BB. Pegamos o bordo do Morcego, outros fizeram a opção do meio do canal e pareceu ter sido uma boa. A maré favorável os ajudou a recuperar. Mantive o Baruk no meu espelho retrovisor, deve ter ficado cansado de tanto procurar ajustes. O Carlos (Ravena) ficou mais atrás, sem perder muito o contato.
Montei a bóia Preta com facilidade, ganhei altura até em demasia tendo fazer uma orca bem folgada, e me distanciando do Baruk. A surpresa foi ver o Dona Zezé (Marcelo) recuperando bastante, e montamos os três primeiros com folga dos outros. Evitei popa raza e marquei todos os movimentos do Baruk. Fiz dois jibes rápidos para encurtar a chegada da bóia do Maria Tereza por BE (estava com correnteza forte). Já tinha aberto bastante do Baruk, era torcer para que vento se mantivesse. Estava mais rápido que todos. Agradeço a Deus, e modéstia a parte ganhar é muito bom, principalmente de um dos melhores da classe.
Lamento a falta do Lenda Viva Ricardo (Smooth) e do Morcegao (Picareta), são especiais.
Um abraço a todos e Bons Ventos.
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